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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Obesidade atinge cerca de 10% das crianças do ensino fundamental

Projeto que visa melhoria da alimentação em escolas indica índice de excesso de peso entre crianças de 1ª a 4ª série

De acordo com os dados do Programa Escola Saudável, de 2000 mil crianças da 1ª à 4ª série do ensino fundamental, em vários Estados brasileiros, cerca de 23% apresentam excesso de peso (variando de 20 a 33% entre as Regiões), a obesidade atinge cerca de 10% (variando de 5 a 12%), sendo os índices mais baixos no Nordeste e os mais altos no Sudeste e nas escolas particulares.

 

Dados de 2014 da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 7,3% das crianças de cinco anos estão acima do peso, afetando mais as meninas com 7,7%.
"Crianças entre 3 e 5 anos são as mais afetadas pela obesidade
 infantil" (Fontes: Hospital Israelita A. Einstein e outros)
A nutricionista Lucia Maluf formada desde 2005 pela Universidade Anhembi Morumbi com especialização em Nutrição Clínica pela Universidade São Camilo afirma que as "brincadeiras de criança"  são uma aliada no combate contra a obesidade infantil "torna a criança mais ativa e  menos adepta a "tela " , como tablets, smartphones" diz a especialista. 

Ainda de acordo com a nutricionista as reclamações mais comuns das mães em relação a alimentação dos filhos são "ele só quer comer miojo e nuggets!" e "não gosta de verduras e frutas".

Daiatriz do Nascimento de 27 anos residente na zona leste de São Paulo e mãe de Giovanny de 6 anos conta quais as diferenças de 20 anos atrás em comparação com as crianças dos dias de hoje.


Conforme um estudo realizado pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, a culpa não é só do hambúrguer com batata frita, o problema está nos hábitos familiares, repetidos no dia a dia. É muito importante que os pais estejam atentos na fase de crescimento, as famosas brincadeiras de crianças, dança das cadeiras, pular corda, amarelinha, cabo de guerra entre muitas outras contribuem de forma de forma positiva para o físico e o emocional, pois são atividades  que proporcionam uma maior socialização. 

No entanto, as brincadeiras antigas já estão perdendo espaço para as novas tecnologias como a televisão, o videogame, tablet e celulares. Uma pesquisa divulgada pela Universidade de Coimbra em Julho de 2013 mostra uma relação entre a obesidade infantil e o tempo em excesso que as crianças ficam expostas ao aparelhos eletrônicos, principalmente a telefone. Cerca de 28% de meninos e 26% de meninas portuguesas assistem a mais de duas horas de televisão por dia, e 30% deles estão acima do peso. 

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