O Programa Operação São Paulo Cidade Linda, do
prefeito João Dória, tem como objetivo revitalizar áreas degradadas da cidade,
fazendo ações que incluem a limpeza em diversas regiões.
Uma das ações do programa é o combate a
pichações que acabam por sujar ainda mais a imagem da cidade, mas ao apagar
grafites importantes, criou-se a polêmica entre a diferença de arte e
vandalismo.
![]() |
| Grafiteiros na Av. Pompéia em São Paulo (Foto: Karla Sthefany) |
Mas há diferenças gritantes entre a pichação e o
grafite, na Lei 9.605 dos crimes ambientais, de 1998, não se constitui a prática
“realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante
manifestação artística” sendo esse o intuito do grafite, expor sua arte,
diferente da pichação que não há nenhum significado a não ser para quem os
pratica.
O grafiteiro Meny Weezy que já faz arte há 14 anos em São Paulo, falou da atitude do prefeito em ter apagado alguns painéis importantes da cidade, como nos corredores da 23 de maio que coloriam a cidade. “Achei errado da parte dele de estar eliminando a arte urbana de SP que é muito considerada, até fora do país. Várias pessoas viajam para conhecer os pontos turísticos grafitados, como o beco do Batman”, diz ele bastante inconformado.
O grafiteiro Meny Weezy que já faz arte há 14 anos em São Paulo, falou da atitude do prefeito em ter apagado alguns painéis importantes da cidade, como nos corredores da 23 de maio que coloriam a cidade. “Achei errado da parte dele de estar eliminando a arte urbana de SP que é muito considerada, até fora do país. Várias pessoas viajam para conhecer os pontos turísticos grafitados, como o beco do Batman”, diz ele bastante inconformado.
O artista também fala sobre o ponto positivo da
Operação, e segundo o mesmo, levantou a questão do grafite de todo mundo poder
falar se gosta ou não de arte urbana, onde essa questão foi bastante discutida
nos programas de TV e em redes sociais, e a maiorias das pessoas defenderam a
arte positivamente. “Então foi bom porque todo mundo começou a contar o que é
grafite, o que é arte e o que não é arte”, finaliza Meny.
Ele ainda possui um projeto chamado CCCU
(Coletivo Cultural Cenário Urbano) que envolve vários artistas de rua, e com a
ajuda que recebem da prefeitura com sprays, equipamentos de segurança entre
outros materiais, os grafiteiros deixam suas cores espalhadas pelos muros que
são permitidos pintar. Nem o daltonismo, que é um problema que impede algumas
pessoas de diferenciarem as cores, é empecilho para grafitar muros nas cidade,
já que o grafiteiro Banguone (Marcio Rodrigo) usa a técnica dos códigos nos
sprays para diferenciar os tons de cores, além de separar tudo em caixas.


Nenhum comentário:
Postar um comentário